Fundação Mata do Bussaco e Fundação Luso comemoram Dia da Água com colocação de sinalética referente ao Trilho da Água

A Fundação Mata do Bussaco deu hoje o “pontapé de saída” da instalação da sinalética referente aos trilhos existentes na Mata Nacional do Bussaco. Hoje, dia Mundial da Água, foram colocadas as indicações referentes ao Trilho da Água, projeto apoiado pela Fundação Luso. António Jorge Franco, Presidente da Fundação Mata do Bussaco, aproveitou para frisar apoio de instituições particulares e sociedade civil a património que é do Estado.
O momento simbólico, relativo à instalação da sinalética referente ao Trilho da Água, realizou-se junto à Fonte Fria, uma das fontes mais emblemáticas da Mata Nacional do Bussaco, com a presença de Nuno Pinto de Magalhães, Administrador da Fundação Luso, e António Jorge Franco, que ajudaram a colocar uma das placas do percurso.
O material predominante nesta sinalética é a madeira, que advém das árvores que caíram durante o temporal na Mata do Bussaco, no passado mês de janeiro. A sinalética percorre todo o trilho e os seus conteúdos estão disponíveis ao visitante na Língua Portuguesa e Língua Inglesa. Até final de junho, é pretensão da Fundação Mata do Bussaco ter também no terreno a sinalética relativa ao Trilho da Via Sacra.
Este é o primeiro, dos quatro trilhos existentes na Mata Nacional do Bussaco - Via-Sacra, Floresta Relíquia e Militar – a “receber” sinalização, o que vem complementar a informação já disponibilizada ao visitante, que pretende percorrer aquele trilho, através de um mapa elaborado pela Fundação Mata do Bussaco. Recorde-se que este Trilho tem o apoio da Fundação Luso.
António Jorge Franco aproveitou o momento para frisar que a Fundação Mata do Bussaco continua a trabalhar, apesar da última Resolução do Conselho de Ministros que cessa à instituição qualquer tipo de apoio da Administração Pública.
“As últimas semanas têm sido bastante conturbadas para a Mata do Bussaco, primeiro com o temporal e de seguida com a publicação da Resolução de Ministros. No entanto, também tem existido momentos bons com a sociedade civil – como foi o caso da mega ação de sábado – e as empresas privadas a apoiar a Mata do Bussaco. Ontem [dia 21] firmamos uma parceria com o grupo Portucel / Soporcel e hoje estamos aqui também graças à Fundação Luso, que nos apoiou desde o primeiro momento neste projeto.
Numa altura em que o Estado quer abandonar a Mata, os privados estão a apoiar-nos impreterivelmente”, concluiu.
Nuno Pinto de Magalhães referiu o orgulho em estar presente neste momento importante para ambas as Fundações e para a Mata. Sublinhou ainda que “a Fundação Luso apoia desde sempre a Fundação Mata do Bussaco, acreditou neste projeto e estará sempre disponível para ajudar a Mata, onde nasce a Água do Luso, uma das marcas mais importantes do panorama nacional”.
Por fim, Carlos Cabral, Presidente da Câmara Municipal da Mealhada, defendeu que “a Fundação Mata do Bussaco tem vindo a demonstrar através deste tipo de projetos o que é possível fazer em pouco tempo, aquilo que o Estado não conseguiu fazer em 15 anos”.
“A Fundação Mata do Bussaco é um exemplo de como é possível gerir de uma forma eficaz e „carinhosa‟ um património tão valioso como o da Mata Nacional do Bussaco. (…) Estou aqui para demonstrar todo o meu apoio ao trabalho desenvolvido por esta instituição e quem quiser aprender a trabalhar venha ao Bussaco, pois não há „Bussacos‟ em Lisboa”, conclui o autarca.